Por que adotar filhotes?

by on abril 23, 2014

Hoje o Le Parkão pede licença às divulgações de parques e praças para contar uma história sobre alguns filhotes que foram abandonados, mas graças à bondade de algumas pessoas, foram adotados e hoje todos tem um lar.

por-que-adotar-filhotes-muchomacho-30 Ninhada foi encontrada na feira.

Pra quem não sabe, o nosso pé no saco, Editor Chefe, EXIGE que todos os posts tenham um mínimo de sentido, ou seja, uma razão para ser publicado, que geralmente é a nossa vontade de proporcionar ao leitor alguma satisfação ou ajudar de alguma forma a sociedade em que vivemos. Além disso, o editor é muito chato quanto ao planejamento antes mesmo de começar a escrever os posts. Temos que fazer uma pauta e rascunhar o artigo nos míííííínimos detalhes. Pois bem, com este não seria diferente.

Assim que soube dessa história, tratei de fazer todas as anotações possíveis e “entrevistar” (pelo whatsapp) a Flávia Custódio, que contou toda a história desde quando encontrou os filhotes até a completa adoção deles, passando por alguns perrengues e ajudas inesperadas.

Por que adotar filhotes ao invés de comprar?

Antes de começar a história, deixa eu manifestar uma opinião MINHA aqui. Eu já ouvi muitas vezes que cachorros não tem alma. Que não têm consciência das coisas e tal, mas gente, uma coisa eu posso dizer: Eles nos amam.

Eu fico muito insatisfeito toda vez que vejo em pet shops ou shoppings, animais à venda dentro de jaulinhas. Vejo filhotes sendo comprados por até R$ 2.000,00 enquanto tantos filhotes vira-lata estão sem lar nas ruas e em instituições de assistência animal.

Quem já acompanha a coluna Le Parkão, conhece bem o Homer, um vira-lata que adotei no começo de 2013 e que a Carol Aulicino (excelente veterinária) deu toda a assistência.

Homer 1 Homer ao centro com seus irmãos.

Um belo dia vi um post da Carol compartilhando o pedido de ajuda da Flávia para conseguir pessoas dispostas a adotar os filhotes. Compartilhei a imagem para ajudar, mas não teve jeito, cinco minutos após compartilhar, já estava decidido a adotar um deles.

Agora vamos à história dos filhotes

Como foram encontrados?

por-que-adotar-filhotes-muchomacho-31 Filhotes estavam quase mortos.

Tudo começou numa tarde calorenta de sexta-feira na rua da Flávia quando uma vizinha a chamou para ajudar os feirantes que estavam procurando alguém para pegar 10 (sim, DEZ) filhotes que estavam praticamente mortos dentro de uma caixa de papelão.

Os filhotes estavam completamente imóveis dentro de uma caixa bem suja. Cheia de barro e fezes. Flávia não pensou duas vezes (ou nenhuma) e levou todos para casa.

Como estava a saúde dos filhotes?

Como eles não se mexiam, Flávia tratou de dar algum alimento a eles. Ela não sabia (e eu também não) que filhotes tem intolerância à lactose. Deu leite de vaca pra eles. Mas resolveu… Eles começaram a se mexer. Logo em seguida vieram os banhos.

No banho, cada um foi lavado separadamente e para tirar as de pulgas que estavam impregnadas, ela usou um pente do filho. “E elas caíam aos montes…”

Não dê leite de vaca para filhotes.

Pessoal, a nossa colega aprendeu na marra que filhotes têm intolerância à lactose. Como ela deu, com uma seringa (pois eles não tinham força), leite para todos os filhotes, naquela mesma noite, todos os DEZ tiveram diarréia. Imagina só a diarréia de 10 filhotes.

E começa a ajuda…

No dia seguinte a irmã e o cunhado da Flávia já foram ajudar e acabaram escolhendo 2 filhotes pra eles de cara.

Levaram estes dois ao veterinário, medicaram e compraram leite para filhotes. Mas não foi tão simples assim, afinal qualquer coisa que se divida por 10, acaba rapidinho. Cada lata de leite durava apenas 24 horas, já que todos eles mamavam de duas em duas horas.

Dá pra imaginar a linha de produção para preparar 10 mamadeiras!?

Como este tipo de produto geralmente é bem caro, Flávia tratou de pedir ajuda. Postou o ocorrido no facebook e rapidamente recebeu dinheiro e latas de leite. E, é claro, teve o pessoal que compartilhou o pedido de ajuda.

Além disso, no centro espírita que Flávia frequenta, as amigas arrecadaram R$ 450,00 para os remédios.

A veterinária

Flávia ligou pra sua amiga (e minha também) Carol Aulicino, dona do Pet Shop Bicho Meu que prontamente avisou a Flávia que devia levar os filhotes para tratamento. Os cãezinhos estavam desnutridos e desidratados. Foram medicados e a Carol receitou os remédios necessários.

Beleza! Filhotes tratados, receita na mão… mas e agora? De onde tirar dinheiro pra tanto remédio? Mais uma vez a solidariedade falou mais alto. Depois de publicada a receita, em menos de 10 minutos o dinheiro já estava na conta.

por-que-adotar-filhotes-muchomacho-21 Receita dos filhotes.

As adoções

Panda, foi o primeiro filhote adotado. Mas infelizmente ele foi adotado por uma mulher retardada sem preparo psicológico para ter um animal em casa. Assim como os demais filhotes, Panda tinha uma infecção (parecida com sarna) que é relativamente normal em filhotes. Esta mulher simplesmente resolveu (PASMEM) devolver o filhote pra Flávia e avisou que quando ele estivesse “curado” ela voltaria para buscar. Se um cão não tem alma, essa mulher então… Mas para nossa alegria, Flávia não irá devolver o filhote a ela. Panda está ainda à procura de um lar.

Thor, foi o segundo filhote adotado. E advinha quem adotou? Sim, este famigerado colunista que vos escreve. Fui lá buscá-lo e ele veio pra casa no meu colo. Tive que deixá-lo dormir na minha cama três noites até se acostumar e parar de chorar.

Gigi, que era chamada de Dona Girafa, a mais briguenta, foi adotada pela irmã e cunhado da Flávia. Quando algum filhote estava chorando, certeza que tinha sido a Gigi que havia mordido ou agredido o filhote.

Lana, a estrategista, foi a adotada junto com a Gigi pelos mesmos donos. A estrategista sempre que queria sair do cercado, empurrava outro filhote contra a tábua ou subia em cima dele para derrubar.

Belinha e Tigre foram adotados no centro espírita que Flávia frequenta. Belinha foi para uma casa com um quintal enorme e Tigre praticamente foi quem adotou o dono, se encaixou perfeitamente nos braços de um senhor e este não teve como não levá-lo.

Costelinha ficou com os tios de Flávia que na virada do ano perderam seu cão por parada cardíaca em virtude dos fogos de artifício. Apesar do tio não querer mais se apegar a outros cães, quando viu Costelinha, foi amor à primeira cheirada.

Pequena, que antes se chamava Flor foi adotada por um casal de japoneses que ao ouvir a história pelo tio de Flávia, se comoveram e foram buscar a filhote.

Sobraram Loba e Bolt. Loba foi adotada por uma família dois dias após Pequena. Bolt por ser um cão solidário com os irmãozinho, cuidando deles e aquecendo os mais adoecidos, ficou com a família de Flávia.

Última adoção

Mas pessoal, ainda resta o Panda. Quem quiser adotá-lo pode entrar em contato com a Flávia!

Não compre, adote!

Depois de ouvir esta história, resolvi incentivar pessoas a ao invés de comprar filhotes, adotá-los. Mesmo que você não tenha espaço em casa, você pode ajudar à distância. Hoje existem vários grupos de assistência a animais que sobrevivem de doações.

Eu aproveito o espaço para citar o grupo de uma amiga que eu conheço, confio e indico. O Salvacão é um grupo bem bacana que cuida dos animais e frequentemente eu vejo suas publicações no facebook sobre o acerto de contas. Tudo transparente para os apoiadores saberem que seu investimento está indo pro lugar certo.

por-que-adotar-filhotes-muchomacho-32 Um projeto sério. Visite.

Este foi o Le Parkão especial. Gostou? Então aproveita, curte e compartilha!

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Além do Le Parkão, este famigerado autor também escreve o Diário de um Macho e Orgulho Roxo. Clique aqui, encontre todos os meus posts e aprecie SEM MODERAÇÂO.

Forte abraço a todos e até a próxima.

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